Balzac
Escritor francês nascido em Tours, no departamento francês de Indre-et-Loire, um dos mais extraordinários e completos escritores de todos os tempos e de cujo nome originou-se o termo balzaquiano.
Filho de Bernard Francois Balssa ou Balsa, funcionário da corte de Luís XVI e Napoleão, e da filha de um oficial superior, MmeSallambier. Apesar das suas pretensões aristocráticas, sua família era modesta. Foi educado no Collège de Vendôme e Depois dos seus vinte anos resolveu que se tornaria escritor profissional e mudou-se para Paris, onde levou, até aos trinta anos, uma vida de muitos esforços em diversos sentidos e de empreendimentos fracassados.
Durante vários anos (1822-1828) acumulou grande quantidade de volumes, para os quais não encontrava editores, porém com sua perseverança infatigável, alcançou seu primeiro sucesso com Les Chouans (1829). Nos anos seguintes sua fama como romancista cresceu e suas publicações tornaram-se consecutivos sucessos De saúde frágil, já muito doente, viajou à Polônia (1849) para visitar Eveline Hanska, uma rica dama polonesa com quem mantinha correspondência por mais de 15 anos, casou-se com ela, em Berdichev (1850), e três meses depois morreu em Paris, como um dos maiores nomes do realismo na literatura, porém com suas obras cunhadas sobre a tradição literária do romantismo francês. Sua La Comédie Humaine, Edition Furne, Paris (1842-1848) e novamente pela Furne, Paris (1853-1855), que reuniu mais de 90 romances e contos, retratando a realidade da vida burguesa da França na sua época, foi traduzida para dezenas de línguas pelo mundo afora. Sua irmã Laure de Surville, foi sua primeira biógrafa e descreveu seus lendários hábitos de trabalho, como escrever cerca de quinze horas por dia, impulsionado por um sem-número de xícaras de café. Publicou 85 novelas ao longo de sua carreira profissional e como exemplos de publicações em nível de obras-primas encontravam-se La peau de chagrin (1831), Eugènie Grandet (1833), Le père Goriot (1835), Les illusions perdues, em três volumes (1837 / 1839 / 1843) e La Cousine Bette (1846).
