Raul de Leoni Ramos

Raul de Leoni Ramos fez os estudos primários e secundários no Rio de Janeiro, partindo em seguida para a Europa, onde passou a adolescência. De volta ao Brasil, ingressou na Faculdade Livre de Direito, no Rio de Janeiro, formando-se em 1916.

Em 1917, graças ao apoio do então ministro do Exterior, Nilo Peçanha, ingressa na carreira diplomática, sendo designado, no ano seguinte, para servir em Havana, Cuba. Interrompe a viagem, contudo, e é designado para servir em Montevidéu onde fica apenas três meses. Transferido para o Vaticano, acaba por abandonar a carreira, passando a trabalhar como inspetor numa companhia de seguros.

Ganha notoriedade nos meios literários ao publicar, em 1919, Ode a um poeta morto. Pouco tempo depois, novamente graças à influência de Nilo Peçanha, Leoni é eleito deputado à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Não chega, contudo, a tomar posse, pois, a fim de realizar tratamento para cura da tuberculose, retira-se à cidade de Itaipava.

Em 1922, publica Luz mediterrânea. Por sua posição estético-filosófica e pelo cuidado com a forma de seus poemas, Leoni é considerado, por alguns críticos, um poeta parnasiano. Trata-se, contudo, de uma visão simplista. Segundo Alfredo Bosi, "não sendo um poeta sentimental, nem por isso se transformou em um 'poeta de ideias', pois levava em si o artista que funde o conceito na imagem e o pensamento na palavra em que todo se compraz".

Leitor de Paul Valéry, Raul de Leoni foi, de fato, um poeta de formas antigas; mas também era, ainda segundo Bosi, "inteligência ousadamente moderna".

Faleceu aos 31 anos, de tuberculose.

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