A Invenção do Jornal

Na Roma Antiga, era produzida a Acta Diurna, um boletim de anúncios do governo, sendo esculpidos em metal ou pedra e exibidos em locais públicos.

Na China, circulavam entre oficiais da corte, durante o final da Dinastia Han (séculos II e III AD), folhas de notícias do governo, chamadas tipao. Entre 713 e 734, o Kaiyuan Za Bao (Boletim da Corte) da Dinastia Tang chinesa também publicava notícias do governo; era escrito à mão, em seda e lido pelos oficiais do governo.

Com a maior integração da Europa, no início da Era Moderna, foi sentida uma maior necessidade de informação, inicialmente atendida por folhas de notícias escritas à mão. Em 1556, o governo da República de Veneza publicou o mensal Notizie scritte, que custava uma gazetta.

Estes avisos eram boletins escritos à mão e utilizados para distribuir notícias políticas, militares e econômicas para as cidades italianas (1500–1700) — compartilhando algumas das características de um jornal, apesar de não serem normalmente considerados verdadeiros jornais.

Em 1582, é feita a primeira referência a um jornal publicado privadamente, durante o final da Dinastia Ming.

Entretanto nenhuma dessas publicações cumprem com os critérios clássicos para serem consideradas jornais, já que tipicamente não eram feitas para o grande público, sendo restritos a tópicos específicos.

A necessidade de uma nova forma de mídia no século 17 ganhou força com a invenção da prensa móvel, expandindo a imprensa. O jornal em alemão Relation aller Fürnemmen und gedenckwürdigen Historien, impresso a partir de 1605 por Johann Carolus em Estrasburgo, é reconhecido como o primeiro jornal da história.

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