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Lucrécio

Titus Lucrecius Carus, conhecido como Lucrécio, viveu numa época em que a antiga religião romana havia perdido suaLucrécio forte influência nas classes cultas e prevalecia um ceticismo generalizado.

O desencanto e a incerteza daquele período, contudo, tornavam sem dúvida o povo supersticioso e apreensivo. Lucrécio observa que mesmo aqueles que manifestam desprezo pelos deuses lhes sacrificam ovelhas negras em momentos de perplexidade.

Lucrécio era um homem dotado de espírito científico, e um adepto convicto e ardoroso de Epicuro. Em seu grande poema didático intitulado De rerum natura (Da natureza das coisas), composto em seis livros de hexâmetros - a mais completa exposição existente do epicurismo -, o poeta-filósofo esforça-se por dissipar a superstição e a ansiedade de seus contemporâneos.

O poeta condena a vida faustosa e artificial de sua época, e contrasta com ela as alegrias derivadas do gosto simples e das belezas naturais. O estilo de Lucrécio mostra a influência dos antigos poetas latinos - Ênio, Névio, Pacúvio e Ácio -, e há na obra indícios de que lhe faltou o acabamento final.

O poema é uma peça de composição polêmica séria, escrita mais no intuito de instruir e convencer que de agradar, e a maior parte de seu conteúdo não se presta facilmente a um tratamento poético.

O estilo imponente de Lucrécio harmoniza-se com a magnitude do tema, e o arrebatamento de sua contemplação reverente da natureza, o ardor com que ele combate o que considera uma superstição degradante, seu sentimento de beleza do cenário rural e do patético da vida humana, inspiram muitas passagens magníficas, e também numerosos versos realmente palpitantes.

São Jerônimo, em sua versão do livro Crônica, de Eusébio, situa o nascimento de Lucrécio em 94 a.C. e diz que ele foi envenenado por um filtro amoroso, escreveu nos intervalos de lucidez de sua loucura e suicidou-se aos 44 anos de idade. Mas os estudiosos não sabem até que ponto essas afirmações podem ser aceitas.

 

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Tantos males a religião pôde aconselhar!

Todos e tudo obedecem ao dinheiro.

Nada vem do nada.

 

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