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A Literatura nas Vanguardas Européias

A literatura de vanguarda surge na Europa e Estados Unidos para romper com toda a concepção literária até então vigente. O mundo todo em meio a revoluções e guerras e os avanços das teorias psicanalistas criam o ambiente para a propagação de novas idéias e formas de expressão. Em 1918, são publicados os poemas visuais ou caligramas do italiano Guillaume Apollinaire (1880-1918). Seus poemas rompem com as estruturas tradicionais de linguagem. É o estopim de uma revolução cultural que ainda não terminou.

Futurismo

As principais manifestações ocorrem na poesia italiana. A literatura futurista exigia a abolição das estruturas da frase e formas poéticas tradicionais. Sempre a serviço de causas políticas, a primeira antologia sai em 1912. O texto é marcado pela destruição da sintaxe, dos conectivos e da pontuação, substituída por símbolos matemáticos e musicais. A linguagem é espontânea e as frases são fragmentadas para expressar velocidade. Os autores abolem os temas líricos e incorporam à poesia palavras ligadas à tecnologia. As idéias de Marinetti, mais atuante como teórico do que como poeta, influenciam o poeta cubista francês Guillaume Apollinaire (1880-1918).
Na Rússia, o futurismo expressa-se principalmente na literatura. Mas, enquanto os autores italianos se identificam com o fascismo, os russos aliam-se à esquerda. Vladímir Maiakóvski (1893-1930), o poeta da Revolução Russa, aproxima a poesia do povo. Outro poeta de destaque é Viktor Khlébnikov (1885-1922).

Cubismo

Na literatura cubista, os escritores se preocupam com a construção do texto e sua disposição no papel, mostram uma linguagem simples, palavras soltas, escritas na vertical, sem se importar com a rima ou harmonia, um verso livre; seu principal representante é o francês Guillaume Apollinaire.

Dadaísmo

Fenômeno do período de guerra e apresentando-se como um protesto contra a civilização que provocara o conflito, o Dadaísmo surge em Zurich, 1916, durante a primeira manifestação dadá. "Estávamos indignados com os sofrimentos e o aviltamento do ser humano,- escreve um dos criadores do movimento - e enquanto ao longe troavam os canhões na carnificina, nós cantávamos, pintávamos, colávamos e fazíamos poesia a mais não poder."

O ponto de encontro dos vanguardistas é o Cabaré Voltaire, uma espécie de café literário, "onde todas as noites se processa uma orgia de poemas, canções e danças". A pouco metros dali, curiosamente, mora o exilado russo Lênin, que no ano seguinte comandaria a Revolução Soviética. A principal figura do movimento, o romeno Tristan Tzara faz então a leitura do Manifesto do senhor Antipirina e estabelece a negação mais radical das tradições artísticas do Ocidente, em todos os tempos. Outros escritores recitam os seu textos, interrompendo-os com gritos, soluços, cacarejos e cantos bizarros. De quando em quando, um desses artistas ofende os espectadores com pesados insultos e a platéia geralmente reage com indignação.

Surrealismo

Movimento artístico fundado em Paris pelo poeta André Breton. Usa a arte como uma arma contra os erros e males, que eles vêem na sociedade. Declaram que um mundo mágico mais belo que o real pode ser criado na arte e na literatura; tentam chocar os leitores revelando o que consideram mais profundo e mais verdadeiro na natureza humana. Os escritores levaram em consideração ao criar suas obras, forças mentais, como sonhos e o subconsciente.

Poesia

Destacaram-se os italianos: Filippo Tommazo Martinelli (1876-1944), Giuseppe Ungaretti (1888-1970), Salvatore Quasimodo (1901-1968) e Eugenio Montale (1896-1981), o russo Vladimir Maiakovski (1893-1930) e Bóris Pasternak (1890-1960), os americanos Erza Pound (1885-1972) e T.S.Eliot (1888-1965), o peruano César Vallejo (1893-1938), o chileno Pablo Neruda ((1904-1973), os alemães Gottfried Benn (1866-1956) e Georg Trakl (1887-1914).

Na vanguarda narrativa destacaram-se os italianos Cesare Pavese (1908-1950) e Alberto Moravia (1907-1990); o francês André Breton e o indiscutível Marcel Proust (1871-1922); o escritores em língua alemã Franz Kafka (1883-1924), autor de A Metamorfose e Hermann Hesse (1877-1962), autor de Demian; os ingleses James Joyce (1882-1941), autor de Ulisses, Virginia Woolf (1882-1941), D.H.Lawrence (1885-1930), autor de O Amante de Lady Chatterley; os americanos Francis Scott Fitzgerald (1896-1940), Ernest Hemingway (1899-1961), autor de O Velho e o Mar e William Faulkner (1897-1962), nobel de 1949; o russo Isaac Babel, autor do livro de contos A Cavalaria Vermelha.