Monografia - Do Prazer de Pensar a Satisfação de Escrever

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Índice de Artigos

 

 Nas primeiras décadas do século passado, Monteiro Lobato e Mário de Andrade oferecem uma visão desanimadora do brasileiro, encarnado respectivamente por Jeca Tatu e Macunaíma. Ambos as personagens são adoráveis, mais pereciam atesanar uma inclinação crônica para o ócio.

 Felizmente desmentimos o prognóstico: a despeito de todas as mazelas, progredimos bastante em vários campos. Mantivemos o despeito de todas as mazelas, progredimos bastante em vários campos. Mantivemos o pendor para o divertimento, mais o combinamos a vontade de produzir.

 Na escola, em especial, crescemos continuamente em número e buscamos uma formação cada vez mais completa de que precisamos estudar bastante. Quanto mais nos dedicamos a aprender, mais essa atividade se tornar agradável e satisfatória.

 Durante o ensino superior, a reflexão se intensifica de tal maneira que damos verdadeiros saltos no entendimento da realidade. A informação que nos é oferecida certamente teria feito muito bem a Jeca Tatu e Macunaíma.

 A atividade complementar à reflexão é a escrita. Da mesma maneira que exercitamos a capacidade de pensar precisamos cultivar o hábito de redigir.

 texto arruma nossas descobertas e idéias e, amplia nossos horizontes, leva nosso pensamento a outras pessoas.

Com o advento da informática, a escrita cresceu bastante em importância. Aos poucos, enviamos mais e-mails do que telefonamos. Nossa vida escolar e profissional depende fundamentalmente de nossa capacidade de nos expressarmos com letras.

Só que escrever é uma atividade complicada para muitos de nós. Mas não tenhamos dúvida: se vencermos a preguiça de raciocinar, atualmente temos todas as condições de superar a dificuldade de redigir.

É o que demonstramos a seguir, por meio de três sugestões: escrever sem censura, reescrever como se brincasse e transformar a redação em hábito.

Exponha o que der na telha

Todos nós conhecemos excelentes professores que raramente publicam. Dão aulas densas e bem articuladas, mais não ousam sistematizar em texto a matéria que lecionam.

As explicações para esse tipo de bloqueio variam. Fala-se, por exemplo, que a escola nos traumatiza ainda na infância, ao nos constranger a encarar a famosa folha em branco.

Mesmo que isso seja verdade, lembremos que traumas podem ser superados.

No caso, facilita bastante pôr para fora tudo o que vier à mente, sem qualquer preocupação com resultado ou forma,
É assim que procedem os chamados gênios da literatura e da ciência. Nenhum deles produz obra prima na primeira tacada. Colocam no papel ou na tela do computador o que lês ocorre e, somente depois, investem em clareza, graça e elegância.

Reescreva á vontade

Na história da humanidade, só se destacaram os escritos que se preocupam em lapidar seus textos.

Acontece que a reescrita já foi um esforço titânico. Imagine o que era recopiar um texto em papiro.

Muito posteriormente, inventou-se a máquina de escrever, que facilitou bastante esse trabalho. Ainda assim, datilografia era uma tarefa tensa, pois os dedos precisavam acertar sempre as letras.

Com o surgimento da máquina elétrica, tornou-se possível corrigir-se letra datilografada erroneamente. Mas certos problemas – como inserção de novos capítulos – impunham que se redatilografasse inteiramente o livro. Já pensou que maçada?

Este breve histórico dos meios utilizados para registrar texto nos permite afirmar que atualmente dispomos de condições idéias de reescrita.

Com os recursos da informática, a arrumação do texto se tornou uma verdadeira moleza. Com simples cliques, refazermos frases, deslocamos blocos, mudamos capítulos de lugar.

Isto significa que, se a reescrita faz a diferença do texto, temos tudo para chegar longe no tocante à qualidade.

Imprimir Email

  • /index.php/salas/literatura/32-elaboracao/588-resenha